Psiquiatria da Infância e Adolescência - Perguntas respondidas
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Em crianças, principalmente abaixo dos 14 anos, evitam-se ao máximo as medicações. Mas, por vezes, não há outras soluções. Não tem como dizer, sem conhecer o caso dela pessoalmente, se a indicação está correta. Também, não tem como concluir, sem conhecer os aspectos técnicos do caso dela e o funcionamento da medicação, se é ela que deixou sua filha agressiva. Tudo isto precisa ser analisado por quem estudou para isto (psiquiatra). Você pode voltar ao psiquiatra que a atendeu e explicar o que está acontecendo ou, eventualmente, pedir uma segunda opinião, em consulta com outro(a).
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Boa tarde. Posso tentar imaginar sua preocupação diante do fato. Bem, o organismo acostuma com a medicação entre 21 a 30 dias e sintomas de ansiedade e até depressivos podem ser mais persistentes nesse início. De qualquer forma, foi uma excelente escolha medicamentosa. Conciliar atividade física e terapia nesse período pode ajudar. Estimo melhoras. Não isenta a necessidade de reavaliação do colega Psiquiatra.
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"Arrastado" ou "arrasado"? Sugiro que faça uma avaliação com psiquiatra. Talvez haja apenas necessidade de férias, talvez de você reorganizar seu esquema de trabalho (ou ambos); talvez, você já esteja com algum transtorno depressivo ou ansioso e requeira psicoterapia ou mesmo medicação.
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Infelizmente, sem conhecer os detalhes do caso de seu filho, não há como opinar se algum profissional não está sabendo ajudar ou, simplesmente, se trata de um caso resistente ao tratamento e o quanto a família também está tendo dificuldades de lidar com a criança/adolescente e precisaria ser devidamente orientada. Consulte, também, um psiquiatra com experiência em crianças e adolescentes, pois poderia dar uma segunda opinião sobre algo que os outros profissionais não tenham percebido.
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Se fora de casa se mostra obediente e educado, isto mostra que ele consegue ser obediente e educado, dependendo do contexto. Possivelmente, a família poderia ser orientada sobre estratégias comportamentais que ajudassem a obter mais colaboração da criança.
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Não há tratamento medicamentoso específico para tricotilomania. Existem alguns estudos sugestivos de que a n-acetilcisteína, a olanzapina e a clomipramina possam ser úteis, mas sua metodologia não é suficientemente boa para que se possa recomendar seu uso de rotina. Assim, o tratamento de primeira opção continua sendo a abordagem cognitivo-comportamental - há várias técnicas que são utilizadas, com o mapeamento dos estímulos que funcionam como "gatilhos" e os que funcionam como reforçadores e, com base nisto, controle de estímulos, aprendizado de respostas alternativas e mesmo algumas técnicas aversivas podem ser úteis. Além disto, em crianças, a abordagem psicoterápica é sempre mais indicada, porque estudos em crianças, na maioria dos psicofármacos, são mais raros que em adolescentes e adultos.

