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Psiquiatria da Infância e Adolescência - Perguntas respondidas

Minha filha tem 9 anos, há 2 anos apresenta quadros de ansiedade. Consultei com um psiquiatra da minha cidade e ele receitou sertralina, porém ela ficou muito nervosa e agressiva, acho que foi a medicação. O que devo fazer?
  • Em crianças, principalmente abaixo dos 14 anos, evitam-se ao máximo as medicações. Mas, por vezes, não há outras soluções. Não tem como dizer, sem conhecer o caso dela pessoalmente, se a indicação está correta. Também, não tem como concluir, sem conhecer os aspectos técnicos do caso dela e o funcionamento da medicação, se é ela que deixou sua filha agressiva. Tudo isto precisa ser analisado por quem estudou para isto (psiquiatra). Você pode voltar ao psiquiatra que a atendeu e explicar o que está acontecendo ou, eventualmente, pedir uma segunda opinião, em consulta com outro(a).

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    Dr. Ivan Mario Braun
    Dr. Ivan Mario Braun
    Psicoterapia
    Psiquiatria
    São Paulo / SP
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  • Boa tarde. Posso tentar imaginar sua preocupação diante do fato. Bem, o organismo acostuma com a medicação entre 21 a 30 dias e sintomas de ansiedade e até depressivos podem ser mais persistentes nesse início. De qualquer forma, foi uma excelente escolha medicamentosa. Conciliar atividade física e terapia nesse período pode ajudar. Estimo melhoras. Não isenta a necessidade de reavaliação do colega Psiquiatra.

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    Drª. Sandra Pernisa
    Drª. Sandra Pernisa
    Psiquiatria
    Santos / SP
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Sinto-me profundamente esgotado, sem energia, a ponto de não conseguir fazer o que sempre gostei, que é trabalhar. 2 anos e 9 meses sem férias. Em novembro, um plantão de 24 horas. Estou arrastado.
  • "Arrastado" ou "arrasado"? Sugiro que faça uma avaliação com psiquiatra. Talvez haja apenas necessidade de férias, talvez de você reorganizar seu esquema de trabalho (ou ambos); talvez, você já esteja com algum transtorno depressivo ou ansioso e requeira psicoterapia ou mesmo medicação.

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    Dr. Ivan Mario Braun
    Dr. Ivan Mario Braun
    Psicoterapia
    Psiquiatria
    São Paulo / SP
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Meu filho toma risperidona. Trata com psicólogo, fono, neuro. Mas não respeita regras ou um não responde, questiona, mas com os outros de fora é diferente.
  • Infelizmente, sem conhecer os detalhes do caso de seu filho, não há como opinar se algum profissional não está sabendo ajudar ou, simplesmente, se trata de um caso resistente ao tratamento e o quanto a família também está tendo dificuldades de lidar com a criança/adolescente e precisaria ser devidamente orientada. Consulte, também, um psiquiatra com experiência em crianças e adolescentes, pois poderia dar uma segunda opinião sobre algo que os outros profissionais não tenham percebido.

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    Dr. Ivan Mario Braun
    Dr. Ivan Mario Braun
    Psicoterapia
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    São Paulo / SP
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Meu filho tem 6 anos. Teve uma convulsão por abstinência de drogas com 6 meses, usou "galeria" durante 2 anos. Com 4 anos mudou de comportamento, agressivo com dificuldades de obedecer. Só que fora de casa se mostra obediente e educado. Tô preocupada
  • Se fora de casa se mostra obediente e educado, isto mostra que ele consegue ser obediente e educado, dependendo do contexto. Possivelmente, a família poderia ser orientada sobre estratégias comportamentais que ajudassem a obter mais colaboração da criança.

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    Dr. Ivan Mario Braun
    Dr. Ivan Mario Braun
    Psicoterapia
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    São Paulo / SP
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Minha filha de 11 anos, está com um quadro bem acentuado de tricotilomania. Tentei psicologia, mas ela não gosta e não se dispõe. É interessante tratamento medicamentoso? O quadro dela piorou após a morte do pai.
  • Sim. O tratamento da ansiedade ou até mesmo de um possível quadro depressivo vai melhorar a tricotilomania.

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    Dr. Marcelo Marui Biondo
    Dr. Marcelo Marui Biondo
    Psiquiatria
    Psiquiatria da Infância e Adolescência
    São Paulo / SP
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  • Não há tratamento medicamentoso específico para tricotilomania. Existem alguns estudos sugestivos de que a n-acetilcisteína, a olanzapina e a clomipramina possam ser úteis, mas sua metodologia não é suficientemente boa para que se possa recomendar seu uso de rotina. Assim, o tratamento de primeira opção continua sendo a abordagem cognitivo-comportamental - há várias técnicas que são utilizadas, com o mapeamento dos estímulos que funcionam como "gatilhos" e os que funcionam como reforçadores e, com base nisto, controle de estímulos, aprendizado de respostas alternativas e mesmo algumas técnicas aversivas podem ser úteis. Além disto, em crianças, a abordagem psicoterápica é sempre mais indicada, porque estudos em crianças, na maioria dos psicofármacos, são mais raros que em adolescentes e adultos.

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    Dr. Ivan Mario Braun
    Dr. Ivan Mario Braun
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Atenção: as informações contidas nesta página não visam substituir as orientações do seu médico. Sua pergunta será encaminhada aos especialistas do catalogo.med.br, não sendo obrigatoriamente respondida pelos profissionais listados acima.