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Ivan Mario Braun

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Ultimamente tenho me sentido desanimada, sem vontade de nada, nem as coisas de rotina tipo sair de casa. Sinto dores de cabeça e um cansaço interminável, sem paciência, brigo com todos, por tudo, tenho falta de ar e enjoos. Isso pode ser alguma síndrome?
  • Possivelmente você está com depressão.

     

    Mas é difícil responder, assim, sem avaliar todos os sintomas e fazer alguns exames.

     

    Por exemplo, falta de ar e enjoos não são fenômenos típicos da depressão e podem ter alguma outra causa. Podem ser causados por ansiedade ou mesmo por algumas doenças físicas.

     

    As dores de cabeça também não são sintomas de depressão, apesar de serem mais frequentes em pessoas com depressão.

     

    Assim, seria interessante você fazer uma consulta num psiquiatra que tenha bons conhecimentos médicos gerais ou passar antes num médico clínico geral e, se ele não detectar nada, você prossegue o tratamento com um psiquiatra. Alguns clínicos conseguem tratar depressões mas, muitos deles, mesmo reconhecidamente bons, tem dificuldades de acertar doses e tipos de antidepressivos.

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    Dr. Ivan Mario Braun
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    Psicoterapia
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Existe tratamento para viciados em jogos de baralho??
  • Com certeza.

    Vícios em jogos geralmente fazem parte de um grupo de transtornos que se chama "jogo patológico". Estes transtornos se caracterizam pelo fato de as pessoas jogarem e terem prejuízos como, entre outros, perda de dinheiro, problemas familiares, profissionais, dívidas. Apesar destes problemas, estas pessoas têm muita dificuldade de parar de jogar ou, quando param, retornam ao jogo depois de algum tempo.

    O tratamento se baseia principalmente em técnicas comportamentais: o terapeuta, junto com o(a) paciente, faz um verdadeiro mapa para entender o comportamento de jogo (Quando você joga mais? Que tipo de jogos? Quanto você já perdeu? Já se endividou? Já parou alguma época? Por quanto tempo?). Em cima desta compreensão, procura-se ajudar o(a) paciente a evitar o jogo e viver sem o mesmo. Não é uma tarefa tão fácil, porque jogar pode ser excitante e desafiador; muitas pessoas encontram nos lugares que jogam companhias interessantes e, alguns mais solitários, só se socializam durante o jogo; o jogo pode aliviar tensões e, em alguns momentos, até trazer dinheiro (só que, para aqueles que jogam por dinheiro, ao longo do tempo,as perdas são geralmente maiores que os ganhos). Além disso, frequentemente (mas nem sempre), existe uma tendência de, quando a pessoa perde, querer jogar mais, para recuperar o que perdeu.

    Em alguns casos, existem alguns remédios que podem ser úteis no tratamento.

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Tenho muito medo de bactérias, acho que estão em todo lugar. Não quero sair de casa para não me sentar com medo de bactéria, é horrível viver assim, o que faço?
  • Este tipo de problema pode ser uma fobia (medo exagerado) ou um transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Neste último caso, geralmente a pessoa, além do medo excessivo ou mesmo irracional, costuma ter rituais para tentar diminuir os medos ou pensamentos desagradáveis. Estes rituais podem ser, por exemplo, rezas, pensamentos "positivos" para combater os negativos, lavagem excessiva das mãos ou do corpo, evitar apertar a mão de outras pessoas. Entretanto, existem outros rituais, pois cada pessoa pode ter rituais diferentes.

    Estes quadros (tanto as fobias quanto o TOC) têm tratamentos muito eficazes, baseados em medicações (principalmente os inibidores de recaptação de serotonina, que são a primeira opção) e terapia comportamental ou técnicas comportamental-cognitivas. A melhora costuma ocorrer, em grande parte dos casos, num período de semanas a meses.

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    Dr. Ivan Mario Braun
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Como controlar ansiedade?
  • A ansiedade é um fenômeno normal e constitui uma proteção contra perigos e uma consequência natural de situações de conflito.

     

    Entretanto, em algumas pessoas, em algum momento da vida, podem ocorrer quadros graves, que requerem tratamento. Nesses casos, a ansiedade deixa de ser um mecanismo de proteção e passa a ser sofrida e paralisante.

     

    Ela envolve uma sensação frequentemente desagradável de excitação e apreensão e, muitas vezes, medos ou preocupações excessivas. Além disso, a pessoa frequentemente apresenta sintomas físicos, como sensação de "estômago embrulhado", aperto no peito, suor, batimentos cardíacos acelerados, tontura, visão turva, tremores, falta de ar.

     

    A ansiedade pode ser tratada com psicoterapias e terapia comportamental, que modificam o modo de a pessoa enfrentar o mundo e, com isto, a fortalecem contra a ansiedade grave.

     

    Frequentemente, há necessidade de uso de remédios, pois eles aceleram os resultados e há mesmo casos graves de ansiedade que, aparentemente, não melhoram somente com psicoterapias.

     

    As medicações mais usadas e de primeira linha são os inibidores de recaptação da serotonina, como a fluoxetina, a sertralina, o citalopram, a paroxetina. Mas, dependendo do caso, existem muitas outras opções, como a buspirona, os antidepressivos tricíclicos e a gabapentina.

     

    Devem ser evitadas as medicações benzodiazepínicas (aquelas que são vendidas com "receita azul" e vêm com uma faixa preta, na embalagem). Elas causam dependência, problemas de memória e não devem ser usadas, na grande maioria das vezes, por mais de algumas semanas.

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    Dr. Ivan Mario Braun
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O que fazer para evitar as crises de síndrome do pânico?
  • As crises de pânico podem ser evitadas através de técnicas comportamentais (grosso modo, são alguns exercícios que aumentam a resistência da pessoa às situações que desencadeiam as crises de pânico) e de medicações.

    Apesar de ser possível tratar as crises apenas através de técnicas comportamentais e "cognitivas", geralmente se opta por usar também medicações, pois isto pode acelerar o tratamento (o que diminui o sofrimento e mesmo os custos) e as medicações são seguras.

    As medicações mais usadas são os inibidores de recaptação da serotonina como, por exemplo, a fluoxetina, a sertralina, o citalopram e a paroxetina, entre outros. Todos são eficazes na maioria dos casos mas, em alguns casos mais resistentes, pode haver necessidade de acrescentar outras medicações ou de fazer uma troca por remédios mais potentes.

    Qual medicação o médico usa é decidido junto com o paciente, segundo alguns critérios, que vão desde preferências pessoais do paciente até questões técnicas como, por exemplo, evitar o uso da fluoxetina em pessoa mais idosas, pois ela permanece no sangue por muito tempo, o que pode trazer alguns pequenos riscos em organismos mais frágeis.

    Por outro lado, em alguns casos, para diminuir mais rapidamente o sofrimento, usam-se medicações chamadas de "benzodiazepínicos" (são aquelas vendidas com "receita azul" e que têm uma faixa preta, na caixa). Estas medicações costumam causar um bem estar quase imediato, porém NÃO devem ser usados por mais que algumas semanas, pois podem causar dependência e problemas de memória.

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