Ivan Mario Braun
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Existem muitas causas de as pessoas dizerem que vão se matar, podendo ser desde uma forma de pedir ajuda até uma manifestação de uma grave depressão.
 
1. Esta pessoa aceita, pelo menos, fazer uma avaliação psiquiátrica?
 
2. Se não, sugiro procurar um(a) psiquiatra, mesmo sem o(a) paciente e relatar o caso. Algumas possibilidades que poderão surgir desta conversa:
 
a) o(a) psiquiatra orienta como influenciar a pessoa a aceitar o tratamento;
 
b) programa-se uma visita domiciliar;
 
c) em último caso, se for constatado que o risco de suicídio justifica, pode-se chamar uma ambulância ou serviço especializado e remover a pessoa para avaliação num hospital psiquiátrico.
 
Logicamente, esta resposta é geral e, em cada caso, pode haver soluções diferentes.
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Manifestações deste tipo podem ter muitas origens. Somente como exemplo, cito três possibilidades:
 
a) distúrbios comportamentais onde, por diversos motivos, a criança tenta alcançar objetivos (ou evitar problemas) através de atitudes que comovam os adultos;
 
b) quadros de depressão, que também podem ocorrer em crianças, apesar de serem mais frequentes em adultos;
 
c) reações a situações traumáticas como "bullying" ou outros tipos de violência da qual a criança pode ter sido vítima e sobre as quais não consegue falar.
 
É extremamente importante que seu filho passe por uma avaliação psiquiátrica.
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Psicoterapia é um conjunto de técnicas que, através da comunicação com um cliente, procuram fazê-lo entender melhor seu próprio funcionamento e, assim, melhorar sua qualidade de vida.
Existem várias linhas de psicoterapia, baseados em diferentes modelos e teorias.
Os principais profissionais que costumam ser habilitados para fazer psicoterapia são os psicólogos, que fazem Faculdade de Psicologia e geralmente têm formação para exercer atividades de psicoterapia e os psiquiatras, que são formados em Medicina, especializam-se em doenças mentais e, muitas vezes (porém nem sempre) tem uma formação adicional em técnicas de psicoterapia.
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O(a) profissional deve ser um(a) psiquiatra.
 
Não dá para saber que diagnóstico tem seu filho, porém há duas grandes possibilidades:
 
a) depressão - trata-se de um estado em que ocorrem alterações químicas no cérebro e a pessoa sente desânimo, tristeza, muitas vezes nem vendo sentido na vida; podem ocorrer diminuição de apetite, insônia ou excesso de sono, dificuldades de concentração e outros sintomas;
 
b) dependência de internet - trata-se de um problema com algumas semelhanças com a dependência de drogas, em que a pessoa se envolve tanto com o uso da internet que o resto de suas atividades vai se tornando cada vez mais restrito; a pessoa fica literalmente "viciada" no uso do computador.
 
É importante acrescentar, ainda, que pessoas podem ter os dois problemas simultaneamente.
 
O tratamento da depressão, se for o caso, exige, atualmente, o uso de medicações e somente um(a) psiquiatra pode avaliar esta necessidade.
 
Em relação à dependência de internet, não há nenhuma medicação específica, porém em casos graves existem alguns remédios que podem ser usados. Entretanto, um tratamento claramente indicado é a terapia comportamental, na qual, através de uma análise das circunstâncias que levam ao uso excessivo do computador e das consequências deste uso, procura-se ensinar a pessoa a retomar sua vida de modo mais saudável.
