Perguntas sobre Psiquiatria

Tenho um neto de 19 anos que há uns 2 anos mais ou menos começou a usar cocaína. Não tem interesse em terminar os estudos, não trabalha, mente demais! Não sabemos mais quando está falando a verdade. Parece que tem outra personalidade. O que fazer? - 21/09/2020

Deve levar seu neto a um psiquiatra com experiência em transtornos por uso de substâncias ("drogas"). É necessário tratar o problema do uso, mas também diagnosticar se existe algum outro componente como, por exemplo, transtorno de ansiedade ou depressão. Muitas vezes, quadros psiquiátricos podem decorrer do uso mas, também, podem antecedê-lo e pessoas com transtornos psiquiátricos diversos têm maior probabilidade de usarem drogas.

- 22/09/2020
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Ivan Mario Braun
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O médico do meu filho trocou o lorazepam por outros dois (fenergan e haldol), mas estou preocupada porque ele disse que pode dar febre e tremores. - 18/09/2020

Normalmente, não deve causar febre, a não ser que o Haldol* (haloperidol) leve a uma reação chamada "síndrome neuroléptica maligna", o que é bem raro. Mas, é um dos motivos pelos quais ele é menos usado que antigamente. Já o Fenergan* (prometazina) não costuma levar a esta reação. Tremores podem resultar do haloperidol, às vezes, também. Vai depender da sensibilidade, da dose usada e muitas vezes melhora com o tempo de uso. Entretanto, sem conhecer pessoalmente o caso de seu filho, não há como dar orientações de tratamento ou saber quais são os remédios mais indicados para ele. Deve falar com seu médico, pois ele conhece bem os detalhes e estará em condições de dar os esclarecimentos e orientações personalizadas para seu filho.

- 19/09/2020
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É normal ouvir vozes? - 17/09/2020

Ouvir vozes é normal, a não ser que alguém tenha deficiência auditiva. Mas, talvez, o que você esteja querendo dizer, é se é normal ouvir vozes que outras pessoas não ouvem e sem a presença de alguém que esteja emitindo estas vozes. Neste caso, trata-se de um fenômeno chamado de alucinação auditiva, que pode ocorrer numa série de situações, nem todas patológicas. Algumas pessoas referem ouvir, em alguns momentos, alguém chamá-las (sem que alguém as tenha realmente chamado) e isto pode ocorrer em pessoas normais, talvez relacionado a alguma situação de estresse, fadiga ou outra alteração leve do organismo. Situações como estar acordando ou adormecendo podem favorecer este tipo de alucinação. Já alucinações patológicas (doentias) têm a característica de serem mais persistentes, repetitivas e, muitas vezes, as vozes falam coisas e não apenas chamam ou emitem palavras isoladas. Isto pode ocorrer em epilepsias e quadros psiquiátricos psicóticos, por exemplo. Nestes últimos, existe uma perda do vínculo com a realidade e as vozes, em deprimidos, maníacos ou esquizofrênicos, estão inseridos num contexto de alterações de pensamento e delírios (de grandeza, de ruína, de perseguição etc.).

- 18/09/2020
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Ouço música o tempo todo, como se estivesse tocando há dois quarteirões do local onde eu estou. Só consigo dormir com calmante. - 17/09/2020

Ouvir música sem que ela esteja sendo tocada é um fenômeno de alucinação auditiva e deve ser investigado psiquiátrica e neurologicamente. Pode ter muitas causas diferentes, porém não se trata de um fenômeno normal, frequentemente estando associado a alterações cerebrais. Isto é diferente de quando algumas pessoas se queixam de vir à sua memória, insistentemente, determinada música, o que pode ser um fenômeno relacionado à ansiedade ou de cunho obsessivo. Nestes casos, a pessoa não ouve, ela vem apenas na forma de um pensamento.

- 18/09/2020
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Preciso de ajuda, minha filha não está bem, fala em tirar a própria vida, eu não consigo marcar um psiquiatra pra ela. Estou desesperada. - 17/09/2020

Realmente, a única saída é sua filha passar por uma avaliação psiquiátrica. Muitos pronto socorros possuem psiquiatras de plantão e, em casos assim, provavelmente ela será atendida. Numa situação de não haver psiquiatras de plantão em sua cidade, ela deverá passar numa avaliação por médico, mesmo que de outra especialidade e cabe ao médico, caso não saiba resolver o caso, encaminhá-lo a um colega especialista que possa atendê-la. Mas, numa situação destas, não se deve perder tempo. Pode ser que ela fale e não tente, porém a avaliação dos riscos deve necessariamente ser feita por um profissional.

- 18/09/2020
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