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Ivan Mario Braun

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Meu marido usa medicamentos para depressão, ansiedade e insônia há 5 anos, mesmo assim não dorme direito, já trocou alguns medicamentos. Agora ele toma paroxetina 20mg, Depakote de 500mg e quando se sente muito cansado por dormir mal ele toma musculare.
  • Não sei se é esta sua dúvida:

    Os medicamentos para dormir frequentemente perdem o efeito, após algum tempo de uso. Nestes casos, as pessoas ou seus médicos por vezes aumentam a dose. Porém, isto pode ocorrer indefinidamente.

    Como grande parte das medicações para dormir causam problemas de coordenação motora, quedas e, principalmente, problemas de memória, não é recomendável usá-las por períodos prolongados (hoje em dia, considera-se correto usá-las por apenas algumas semanas).

    Deve-se pesquisar a causa da insônia. A própria depressão pode causar insônia e, se for bem tratada, a insônia melhora. Inclusive se pode usar alguns antidepressivos mais sedativos e que, por isto, melhoram o sono.

    Algumas vezes, a insônia pode ter causas físicas.

    Finalmente, a insônia está frequentemente relacionada a problemas de hábitos. Nestes casos, recomenda-se um conjunto de técnicas que recebem o nome de "higiene do sono". São medidas como:

    1 - Nunca ir para a cama sem sono - quem tem insônia, deve deitar-se apenas quando tiver MUITO sono. Jamais se deve ficar na cama para esperar o sono chegar.
    Enquanto o sono não vem, deve-se ter atividades bem leves, como ler um livro tranquilo, assistir a um filme tranquilo, folhear uma revista, ouvir uma música calma. Nunca se deve lavar louças, assistir a filmes de suspense ou jogar no computador - isto deixa a pessoa mais "ligada".

    2 - Se acordar no meio da noite e não adormecer em 15 ou 20 minutos, sair da cama e seguir a orientação (1), acima.

    3 - Parar de fumar, pois o tabaco contém nicotina, que é um estimulante.

    4 - Evitar quantidades maiores de café, chá preto, chá mate, Coca-Cola ou Pepsi-Cola, pois eles contêm cafeína, que é um estimulante.

    5 - Fazer exercícios aeróbicos várias vezes por semana: correr, nadar, fazer hidroginástica, caminhar. Quando se caminha, deve ser sem parar e num ritmo que seja suportável, porém canse (é sempre bom fazer uma avaliação médica antes de fazer exercícios frequentes). Evite fazer os exercícios menos de quatro horas antes do seu horário de dormir, pois eles podem deixar você mais "ligada", ao invés de relaxar.

    6 - Tome um lanche leve antes de ir para a cama.

    7 - Não fique demasiadamente preocupada com o quanto você dorme numa noite. Não existe uma quantidade correta de sono, ela é diferente para cada pessoa.

    8 - Jamais durma a mais de manhã ou tire cochilos à tarde pelo fato de não ter dormido à noite. Acorde cedo e passe o dia acordada. Mesmo um pouco de sono, for da hora, pode aumentar a insônia na noite seguinte. Enquanto estiver fazendo o tratamento da insônia, procure levantar cedo e não cochilar durante o dia mesmo aos fins de semana e feriados.

    Apesar de ser desagradável ter uma ou mais noites de insônia, não é provável que algumas noites sejam excessivamente prejudiciais para o organismo. Além disso, se você ficar excessivamente preocupada, isto só piora a insônia.

    Outra questão é se o tratamento de seu marido está sendo eficaz. Apesar de que alguns quadros depressivos e ansiosos demoram muito para melhorar, usar doses baixas demais de remédios ou trocá-los com muita frequência leva a uma demora maior para se obter resultados ou mesmo a falhas no tratamento.

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    • Dr. Ernane Pinheiro de Freitas
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    Dr. Ivan Mario Braun
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    Psicoterapia
    Psiquiatria
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Meu marido, que sempre foi uma pessoa muito inteligente e estudioso, de repente começou a ter alguns 'apagões' de memoria e não consegue mais trabalhar e nem ler (é advogado) e esta caindo numa depressão profunda, qual profissional devo procurar?
  • Deve procurar um psiquiatra.

     

    Os apagões de memória podem aparecer de modo isolado (amnésia) ou dentro de um quadro mais amplo como, por exemplo, numa doença de Alzheimer ou numa demência vascular.

     

    Entretanto, muitas pessoas com depressão têm dificuldades de concentração e uma lentificação mental que podem ser confundidos com os verdadeiros "apagões" e, quando se trata estas pessoas da depressão, os problemas de memória desaparecem.

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    Dr. Ivan Mario Braun
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A tricotilomania deve ser tratada com medicamentos ou alguma técnica específica? Qual profissional indicado: psiquiatra, psicólogo ou dermatologista?
  • Não existem medicamentos específicos para a tricotilomania, apesar de alguns poderem ajudar em certos casos. Um deles é o topiramato.

    Quanto ao profissional, pode ser psiquiatra ou psicólogo, mas precisa ser alguém que trabalhe com transtornos de impulso (que é o grupo de "doenças" nas quais se encontra a tricotilomania).

    Sempre sugiro que, num primeiro momento, se passe com um psiquiatra. Pois, às vezes, além da tricotilomania, pode haver algum quadro depressivo ou ansioso que piore a tricotilomania e precise ser tratado.

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Qual o melhor psiquiatra para tratar de Esquizofrenia?
  • Todo psiquiatra deve saber tratar uma esquizofrenia, pois se trata de um dos problemas mais importantes na nossa especialidade.

    Primeiramente, deve-se fazer um diagnóstico cuidadoso: algumas vezes, recebemos pacientes com diagnóstico de esquizofrenia e que, na verdade, tem o transtorno bipolar ou uma depressão psicótica, que podem ter tratamentos diferentes.

    Quando se faz o diagnóstico com cuidado, o próximo passo é o tratamento e, nesse aspecto, é importante lembrar que as medicações mais antigas para a esquizofrenia (como o haloperidol, a clorpromazina, a periciazina, etc.) são evitados, hoje em dia, por possuírem efeitos colaterais mais graves.

    Pode-se conseguir medicações modernas para a esquizofrenia inclusive na rede pública e mesmo pacientes de consultórios particulares têm direito a estas medicações. Basta preencher alguns formulários e levá-los para as farmácias de alto custo.

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    Dr. Ivan Mario Braun
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Gostaria de saber se déficit de atenção está relacionado a depressão.
  • Apesar de serem problemas diferentes, pessoas com transtorno de déficit de atenção (TDA) têm depressão com frequência maior.

     

    Além disso, se você pensar na função da atenção, independente do TDA, ela pode estar prejudicada quando a pessoa estiver deprimida.

     

    No caso do TDA, ambos os problemas devem ser tratados e as medicações usadas para o TDA podem melhorar a depressão. Inclusive, uma delas, a atomoxetina, é um antidepressivo.

     

    Se o problema de atenção for decorrente da depressão, então o tratamento da depressão provavelmente resolverá a questão, sem necessidade de tratamento adicional.

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    Dr. Ivan Mario Braun
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