Ivan Mario Braun
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Há vários transtornos ansiosos e nem todos têm a mesma indicação de tratamento de primeira linha. Por exemplo, há medicações aprovadas para o transtorno de ansiedade generalizada (TAG) e não para a fobia social. A venlafaxina é um tratamento muito bom para todos os transtornos de ansiedade, porém não é a primeira a ser usada: geralmente se usam inibidores seletivos de recaptação de serotonina, menos potentes, como primeira opção e só se parte para medicações como a venlafaxina se estes não derem resultado suficiente. A bupropiona é, talvez, o único antidepressivo que NÃO é indicado em transtornos ansiosos. O lítio pode potencializar a ação da maioria dos antidepressivos e, em casos que não têm resposta a outras medicações, eventualmente pode ser acrescentado no tratamento do TAG, mas não se faz isto de rotina, pois há medicações com um perfil de efeitos colaterais melhor que o lítio, que exige controle de concentração no sangue, da função renal e da tireoide, sem o que se corre o risco de ele ser tóxico. Portanto, se o diagnóstico for APENAS de TAG, o tratamento não estaria correto ou, pelo menos, só estaria correto se outras opções tiverem sido tentadas, antes de se prescrever esta que você descreve.
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A carbamazepina diminuirá o nível ou o efeito do sulfametoxazol ao afetar o metabolismo de uma enzima do fígado, a CYP2C9/10. O sulfametoxazol aumentará o nível ou o efeito da trimetoprima por competição básica (catiônica) pela depuração nos rins. Ambas as interações não impedem, em princípio, o uso conjunto das medicações, pois são consideradas pouco significativas. Cabe ao médico prescritor avaliar os riscos para cada paciente, com base no perfil clínico. Portanto, parte-se do princípio que, se o profissional que prescreveu os remédios é capacitado e cuidadoso, não haverá problemas.
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Todo psiquiatra com boa formação e experiência deve saber diagnosticar e tratar. Além do tratamento medicamentoso, é importante excluir causas clínicas e mapear eventuais componentes psicológicos/comportamentais, para que possa ser ajudado por completo.
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Não há como responder, sem avaliar seu neto. Não existem medicações específicas para o transtorno do espectro autista, até porque se trata, provavelmente, de um diagnóstico que engloba muitas causalidades diferentes. No entanto, usam-se medicações psiquiátricas de rotina, quando há diagnóstico de um transtorno psiquiátrico adicional e que seja tratado medicamentosamente (por exemplo, episódio depressivo maior, transtorno de ansiedade generalizada etc.). O Aristab* (aripiprazol) é indicado, em alguns pacientes, para diminuição de comportamentos agressivos potencialmente perigosos - mas, sempre se deve lembrar que, para qualquer comportamento do autista, o mais importante é identificar quais são os gatilhos e o que o mantém se comportando da forma desadaptada, algo que é feito por profissionais com experiência em terapia comportamental.
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Procure um psiquiatra com experiência em transtornos de controle dos impulsos e dependências comportamentais. A avaliação psiquiátrica é importante para descartar comorbidades (por exemplo, quadros de depressão ou ansiedade podem piorar a compulsão e, se tratados, ela pode melhorar). Em seguida, o próprio psiquiatra ou um psicólogo poderá tratar o vício em pornografia através de técnicas comportamentais, pois não há medicações específicas para este tipo de problema.
