Ivan Mario Braun
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Ele está certo. Não há remédios para exibicionismo (se for SOMENTE ESTE o diagnóstico dele). Se o comportamento (não é uma doença) estiver no contexto de outro transtorno ou houver um transtorno associado a ele (por exemplo, bipolaridade ou algum transtorno de personalidade), pode haver indicação de medicação. Se o problema for somente o exibicionismo, a abordagem é psicoterápica e não medicamentosa.
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Peça ao psiquiatra que avaliou seu filho para explicar o que está ocorrendo. Se seu filho for capaz, ele pode (e deve) explicar ao seu filho e, se houver permissão dele, poderá dar explicações a você. Caso seu filho não seja capaz de entender o que ocorre e de dar permissões, o psiquiatra pode dar explicações diretamente a você. Todo profissional deve explicações a quem for de direito e ninguém deve sair de uma consulta sem entender o que está acontecendo e os porquês das orientações.
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"Arrastado" ou "arrasado"? Sugiro que faça uma avaliação com psiquiatra. Talvez haja apenas necessidade de férias, talvez de você reorganizar seu esquema de trabalho (ou ambos); talvez, você já esteja com algum transtorno depressivo ou ansioso e requeira psicoterapia ou mesmo medicação.
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O Transtorno de Ansiedade de Doença (foco na preocupação excessiva sem sintomas físicos graves) ou Transtorno de Sintomas Somáticos (foco em sintomas físicos reais gerando ansiedade exagerada), também chamado de "hipocondria", em princípio, pode ser tratado por qualquer psiquiatra, pois faz parte da formação de todos. Primeiramente se deve fazer uma boa avaliação do caso e determinar se o transtorno ocorre de forma isolada, associado a algum outro transtorno ou no contexto de um outro transtorno (por exemplo, pode ocorrer como sintoma ansioso num episódio depressivo). Com base nisto, determina-se a necessidade de medicação, a medicação mais adequada e sua dose. Em muitos casos, por outro lado, deve-se associar terapia comportamental ou cognitivo-comportamental - e, quanto a este tratamento, realmente apenas uma parte menor dos psiquiatras tem experiência. Procure um(a) psiquiatra que tenha experiência neste tipo de terapia (caso haja necessidade) ou, se não tiver, o tratamento pode ser feito em conjunto com um(a) psicólogo(a) que trabalhe nessas linhas.
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"Desconforto de dividir espaço" ou aversão que leva a muita ansiedade e evitação de lugares cheios? "Desconforto" não é doença e pode ser apenas uma questão de gosto e cabe à pessoa decidir se vai "dividir espaço" ou não. Agora, se houver presença de uma fobia, de um quadro que leva a ansiedade intensa nestas situações e a leva a evitar estas situações ou enfrentá-las apenas com muita dificuldade, ao ponto de trazer prejuízos, então deve procurar um psiquiatra com experiência no tratamento de fobias: há opções medicamentosas, para alguns tipos e todos requerem abordagem com técnicas comportamentais, que são muito eficazes para este tipo de transtorno.
